Quando vejo os campos brancos a ceifar
As carências mil de obscura etnia
Na obra de missões fico a meditar
Que outra não há com maior valia.
Quando ouço o clamor das nações pagãs
Que nunca ouviram o Evangelho Teu
Quero dedicar noites, tardes e manhãs
Deixar inflamar o coração meu.
Tantos povos precisam ainda ouvir
Para tantos falta a esperança
Impossível me omitir.
E no fragor desta imperiosa lida
Só me resta uma tristeza:
"Tão grande a visão, tão curta a vida!"
agosto de 2001
Joed Venturini
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O BATUQUE NA MADRUGADA
Joed Venturini de Souza
No silêncio desta hora mansa
Posso ouvir claramente a batucada
Cujo rítmo meus ouvidos alcança
É um batuque que parece não cessar
Noite e dia ele se faz sempre ouvir
Leva minha alma a meditar
Tirar de meus lábios o sorrir
Quantas vezes esquecemos a oração
Nem lembramos que estamos em guerra
Perdemos o rítmo da intercessão
Mas a batucada na noite não encerra
Quão poucas vezes falamos do Senhor
Tão esporádico é nosso testemunhar
Como é raro sofrermos de outro a dor
Mas o batuque pagão parece não terminar.
A nossa oferta é quando muito anual
É mais sacrifício que alegre fluir
Não ajudamos os outros na senda celestial
Mas a dança do inferno não quer diminuir
Enquanto Missões é um Culto Especial
Algo para apenas, às vezes lembrar
Muitos correm risco de perdição eternal
E o tambor do feiticeiro continua sem findar
Se o rítmo do maligno é tão pertinaz
Não sejamos nós menos perseverantes
Pode o inimigo ser audaz
Sejamos então muito mais constantes
E se o Batuque da Madrugada Africana
Teima em não suster seu som
Respondamos com triunfal Hozana
Levando de Cristo o Precioso Dom!
Bafatá, 18/10/99
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