Sonetos de Lisboa

SONETO 5
                                               
  Joed Venturini





Pode a Chuva deixar de cair lá do céu
Pode o sol esfriar, se cobrir com um véu
Pode a lua parar de à noite brilhar
Eu jamais deixarei, meu amor, de te amar


Podem as estações já não mais existir
E os rios deixar de ao mar ir fluir
Pode a fé acabar e cessar a razão
Por ti sempre há de bater o meu coração


Pode o tempo passar e a idade vencer
Tanta coisa mudar ou mesmo já não ser
Minha alma eu sei essa não mudará
O meu amor por ti jamais acabará

 

SONETO 6
Joed Venturini


Você não é Sereia
Mas me perdi no teu mar
E não é fada
Mas soube me encantar


Você não é rainha
Mas me governa o coração
E não sendo fantasia
Não deixa de ser ilusão


Você não é de filme
Mas sempre me comoveu
Desde o primeiro olhar
Minha alma submeteu


Você é apenas princesa
Do meu devoto amor
Mas enquanto viver
Não haverá superior

Lisboa, 16 de Abril de 1999


SONETO 7


No tocar a intimidade
No te ver paixão
No olhar cumplicidade
No querer a emoção


Sozinhos em companhia
Unidos tão docemente
No silêncio a sinfonia
De amar tão ternamente


Ligados no coração
Convergentes na alma
Num entrelaçar de mão
Numa noite fria e calma


E nosso amor nasceu
De uma fonte Divinal
E dela tanto bebeu
Que se tornou perenal

Joed Venturini
Lisboa, 16 de Abril de 1999


Soneto 8

Pela força de te querer
Me sinto fraco, incapaz
De nada serviria o poder
Se a alma não satisfaz

É que não se ama por obrigação
Num decreto de governante
O que manda no coração
Não tem a alma por mandante


Se é tão difícil vislumbrar
As causas de uma paixão
Bem aventurado vou me achar


Pois sem motivo visível
Me deste teu coração
Oh prazer indizível.

Joed Venturini
Lisboa 17 de Abril de 1999

LER ÚLTIMO SONETO DE LISBOA

O BATUQUE NA MADRUGADA





Joed Venturini de Souza



A noite já virou madrugada
No silêncio desta hora mansa
Posso ouvir claramente a batucada
Cujo rítmo meus ouvidos alcança


É um batuque que parece não cessar
Noite e dia ele se faz sempre ouvir
Leva minha alma a meditar
Tirar de meus lábios o sorrir


Quantas vezes esquecemos a oração
Nem lembramos que estamos em guerra
Perdemos o rítmo da intercessão
Mas a batucada na noite não encerra


Quão poucas vezes falamos do Senhor
Tão esporádico é nosso testemunhar
Como é raro sofrermos de outro a dor
Mas o batuque pagão parece não terminar.


A nossa oferta é quando muito anual
É mais sacrifício que alegre fluir
Não ajudamos os outros na senda celestial
Mas a dança do inferno não quer diminuir


Enquanto Missões é um Culto Especial
Algo para apenas, às vezes lembrar
Muitos correm risco de perdição eternal
E o tambor do feiticeiro continua sem findar


Se o rítmo do maligno é tão pertinaz
Não sejamos nós menos perseverantes
Pode o inimigo ser audaz
Sejamos então muito mais constantes



E se o Batuque da Madrugada Africana
Teima em não suster seu som
Respondamos com triunfal Hozana
Levando de Cristo o Precioso Dom!




Bafatá, 18/10/99

Poema Por Amor

        POR AMOR

( romanos 8:1; 32 a 39)



Por amor, o nosso Deus
O próprio filho não poupou
Mas entregou por nós


Por amor, o nosso Pai do Céu
Como não dará também
As coisas que nos prometeu


Não há acusação e nem condenação
Para aquele que crê no Senhor


Porque
Nada vai nos separar do amor do nosso Deus
Nada vai nos separar, e a vitória certa está!

 
 
Adaptação de Joed Venturini de Souza

Senhor, que eu veja!


SENHOR ,
QUE EU  VEJA!                       

 Joed Venturini


Senhor, eu venho te dizer de uma vez
Que não sei viver sem ti,
Não posso mais passar
Sem tua direção!


Senhor, eu venho suplicar mais uma vez
Diante de ti em minha oração,
Eu sei que tantas vezes
Vim te pedir perdão!


Mas hoje, o que move meu pensar
Como o cego em Jericó
Eu quero em alta voz clamar
Senhor, que eu veja!



Senhor, que eu veja a Tua glória!
Quero mostrar o brilho do teu ser
Senhor, que eu veja a tua glória!
Quero viver segundo o teu poder
Na honra de te pertencer!



MISSIONÁRIOS


 
Somos Missionários...

Nossa casa já deixamos, nossa gente, nosso chão
Porque temos aprendido que há vida em Tua mão
A herança rejeitada, a tudo dizemos não
Pois seguimos as pegadas, encontrando em Ti o pão

E temos por ganho muito mais, o galardão
E nossa alma encontrou consolação
A nossa vida tem em Ti sua razão
E temos hoje garantida a Salvação



Nossos pais, irmãos e filhos já ficaram para trás
Porque em Ti temos achado um amor que satisfaz
As riquezas desta vida, já não vamos procurar
Pois promessas nós já temos de no céu Te encontrar


E temos por ganho nossa vida em Ti, Senhor
Porque perdemos este mundo sem valor
E cantaremos pra ti nosso louvor
Tu és o nosso Rei e nosso Salvador!


Joed Venturini







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